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O DINHEIRO NO MUNDO

As várias faces das moedas

Cada país administra sua moeda da forma mais lucrativa para a sua economia. Porém, todas as moedas se cruzam nas transações comerciais entre os países. Existem moedas fortes como o dólar - o mais utilizado no comércio exterior -, Marco Alemão, Iene, entre outros, que são muito mais valorizadas por representarem a sólida economia de seus países. Outras moedas são menos representativas, porque os investidores não tem garantias sobre a economia do país. Se ligue nas principais moedas correntes no mundo e seus países de origem, pois, quem sabe, com as suas economias, você pode fazer uma super viagem para a Jamaica ou abrir um negócio no Canadá.

Moedas Internacionais

País
Moeda
Afeganistão
Afegane
Argentina
Peso/Argentino
Austrália
Dólar Australiano
Brasil
Real
Bolívia
Peso Boliviano
Canadá
Dólar Canadense
Chile
Peso Chileno
China
Iuan Renmimbi
Colômbia
Peso Colombiano
Cuba
Peso Cubano
Estados Unidos
Dólar
Índia
Rúpia
Jamaica
Dólar Jamaicano
Japão
Iene
México
Peso Mexicano
Paraguai
Guarani
Peru
Sol Peruano
Reino Unido
Libra Esterlina
Rússia
Rublo
Uruguai
Peso Uruguaio
Venezuela
Bolívar

Agora, o EURO

A Europa está passando por uma grande transformação em sua economia. O EURO, a nova moeda da União Européia, irá substituir as moedas dos países integrantes que, aos poucos, estão se desvinculando de seu dinheiro, antes oficial, para que somente o EURO circule pelo Continente. Dessa forma, se inicia uma nova era na economia mundial, marcada pela globalização tanto econômica quanto cultural*. Veja as moedas que serão convertidas para o EURO:

País
Moeda
Alemanha
Marco
Espanha
Peseta
França
Franco
Itália
Lira
Portugal
Escudo
Áustria
Chelín
Bélgica
Franco Belga
Finlândia
Marco Finlandês
Luxemburgo
Franco Luxemburguês
Irlanda
Libra Irlandesa
Holanda
Florín
Grécia
Dracma

(*) A moeda, também, representa a identidade cultural do país. Por isso, o EURO emitido, por exemplo, na Espanha, será cunhado com símbolos que representem o país e assim por diante. Esse detalhe não influirá no livre comércio e será uma forma dos países manterem a cultura nacional.

 

Mercosul, Alca, União Européia, afinal o que eles representam?

Os blocos econômicos são associações de países que estabelecem relações econômicas estreitas entre si. O primeiro bloco surgiu na Europa em 1957, com a criação da Comunidade Econômica Européia (CEE), atual União Européia (UE). Porém, a tendência de regionalização da economia se fortaleceu nos anos 90, com o início da globalização.

 

Cada bloco, uma sentença...

Cada bloco econômico estabelece suas regras, as quais todos países-membros devem obedecer. Os interesses defendidos por um bloco devem beneficiar os participantes. Existe uma classificação entre eles: zona de livre comércio, união aduaneira, mercado comum e união econômica e monetária. Na zona de livre comércio, há redução ou a eliminação das taxas alfandegárias que incidem sobre a troca de mercadorias dentro do bloco. A união aduaneira, além de aumentar as possibilidades de negociação, regulamenta o comércio dos países-membros com nações que não pertencem ao bloco. Já o mercado comum garante a livre circulação de pessoas, serviços e capitais.

 

"Fast-track", o que é isso?

A Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), uma idéia lançada pelos Estados Unidos, surge em 1994 com o objetivo de eliminar as barreiras alfandegárias entre os 34 países americanos, exceto Cuba - país que não mantém relações diplomáticas com os EUA. O prazo mínimo para sua implantação é de sete anos, quando poderá transformar-se em um dos maiores blocos comerciais do mundo. Seu Produto Interno Bruto (PIB) será da ordem de 10 trilhões de dólares (1,5 trilhão a mais que a UE), e sua população alcançará os 784 milhões de habitantes, mais do dobro da registrada na União Européia. Os Estados Unidos (EUA) propõem a implementação imediata de acordos parciais, com abertura total do mercado em 2005. O "fast track", instrumento de negociação rápida e sem qualquer interferência do Congresso quanto à apresentação de emendas e propostas de acordos comerciais pelo Executivo, tem sido fonte de discussões entre os países-membros, por causa de suas emendas que privilegiam, principalmente, os produtos norte-americanos. Nesse sentido, o Brasil e o Mercosul prevêem grande dificuldade na adaptação de suas economias a essa proposta de integração, preferindo dar início ao processo de negociação em 2005.

 

O Brasil e seus vizinhos

Criado em 26 de março de 1991, pelo Tratado de Assunção, o Mercosul objetiva estabelecer a livre circulação de pessoas, bens, serviços e fatores produtivos a longo prazo, quando espera-se que o maior número de economias latino-americanas estejam integradas ao bloco. No momento, os países-membros - Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai - esforçam-se por adotar uma política comercial comum e pelo equilíbrio das legislações nacionais, visando agilizar o processo inicial de integração entre suas economias, estudando-se inclusive a criação de uma moeda única. No momento, Bolívia e Chile negociam a sua adesão como países-membros. O Mercosul integra uma população de 220 milhões de habitantes, movimentando um PIB de US$ 1,250 trilhão, o que gera exportações no total de US$ 85 bilhões e importações no valor de US$ 95 bilhões. Atualmente, a crise da Argentina tem atrapalhado as transações comerciais do Mercosul, pois é necessário o bom funcionamento da economia de todos os países-membros para que haja equilíbrio no bloco.

 

Europa, as faces de uma mesma moeda

A União Européia representa o estágio mais avançado do processo de formação de blocos econômicos no contexto da globalização. Formado por 15 países da Europa Ocidental, sua população é estimada em 374 milhões de habitantes e é o segundo maior bloco econômico do mundo em termos de PIB: 8 trilhões de dólares. O Parlamento Europeu, com sede em Estrasburgo, na França, para sessões plenárias, é formado por parlamentares eleitos pelas populações dos países-membros da União Européia. Em Luxemburgo, funciona a Secretaria Administrativa, e em Bruxelas, na Bélgica, realizam-se reuniões das Comissões Temáticas, assim como o Conselho de Ministros da União Européia e seu braço executivo, a Comissão Européia. Para admissão à União Econômica e Monetária o país-membro deve atender aos seguintes pré-requisitos: déficit público máximo de 3% do PIB; inflação baixa e controlada; dívida pública de no máximo 60% do PIB; moeda estável; e, por último, taxa de juro de longo prazo controlada. No âmbito social são definidos quatro direitos básicos dos cidadãos da União Européia: livre circulação, assistência previdenciária, igualdade entre homens e mulheres e melhores condições de trabalho.
O Euro é a moeda única da União Européia e já está em circulação desde 2001. Apoiado ema economias poderosas, o Euro, passa a competir com o dólar norte-americano no mercado internacional. Três países resistem ao fim da emissão de sua própria moeda, Reino Unido, Suécia e Dinamarca, por temerem as conseqüências da perda de sua soberania.

 

O FMI e sua importância

O FMI - Fundo Monetário Internacional - foi criado em 1944, pelo acordo de Bretton Woods*. É um organismo financeiro da Organizações das Nações Unidas, ONU, e tem sua sede em Washington, nos Estados Unidos. A função do FMI é corrigir os desequilíbrios no balanço de pagamentos dos países-membros da ONU, que estão passando por dificuldades financeiras e que, consequentemente, possam comprometer o equilíbrio do sistema econômico internacional. Geralmente, o auxílio do FMI impõe medidas econômicas severas, com pouca flexibilidade e muitos cortes nos gastos públicos. O FMI é considerado, por muitos, um socorro aos credores, ou seja, serve para garantir aos emprestadores de dinheiro (Instituições Financeiras) que a quantia devida será paga pelos países devedores. O Brasil e a Argentina são alguns dos exemplos atuais de países que utilizam a ajuda do FMI.
*O que foi o acordo de Bretton Woods - O Acordo da Conferência Internacional Monetária de Bretton Woods, ocorrido em 1944, visava assegurar a estabilidade monetária internacional, impedindo que o dinheiro escapasse dos países e restringindo a especulação com as moedas mundiais. Antes do Acordo, o padrão ouro de troca - que prevaleceu entre 1876 e a Primeira Guerra Mundial - dominava o sistema econômico internacional.